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29/07/2014 - 09h31
Após 92% de ocupação na Copa, hotéis no AM têm desafio pós-Mundial
Manaus contou com 109 empreendimentos para receber turistas do mundo.

Criticada exaustivamente antes da Copa do Mundo, após os jogos Manaus foi apontada como um dos principais destaques entre as cidades-sede do Mundial, segundo a Fifa. Os números da Copa em Manaus demonstram um pouco do sucesso da capital amazonense, que recebeu quatro jogos. O setor hoteleiro, por exemplo, registrou 92% de ocupação em determinado período do Mundial.

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Manaus contou com 109 empreendimentos com adequação para receber turistas na Copa do Mundo. Somados às opções de acomodações alternativas de hospedagem – barcos e motéis de luxo – hotéis de floresta e pousadas da região metropolitana da capital, Manaus teve uma oferta de 23.373 leitos. O setor hoteleiro registrou, entre os dias 14 e 25 de junho (período de jogos da Arena da Amazônia), uma média de ocupação de 84,75%, ou seja, 19.808 leitos do total. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Amazonas (Abih-AM).

Segundo a entidade, no dia 14 de junho (jogo Inglaterra x Itália) o índice médio de ocupação no setor hoteleiro foi de 90%, sendo que 60% dos visitantes eram turistas ingleses e 30% italianos.
A ocupação de leitos na hotelaria alcançou 81% no segundo jogo do Mundial em Manaus no dia 18 de junho (Camarões x Croácia). O fluxo de turistas croatas, americanos, camaroneses, de visitantes vindos da América Central e de brasileiros é apontado como principal fator do desempenho atingido no serviço de hospedagem.

O maior percentual de ocupação foi alcançado no terceiro jogo da Copa na capital amazonense (Estados Unidos x Portugal), quando 92% dos leitos estavam ocupados por hóspedes predominantemente americanos. A proporção de hóspedes portugueses em hotéis foi menor.

Já o jogo entre as seleções de Honduras e Suíça registrou a menor média de ocupação do setor hoteleiro (76%). No dia 25 de junho, quando Manaus encerrou a participação nos jogos da Copa do Mundo, os hotéis atenderam principalmente turistas americanos, suíços, hondurenhos e residentes da América Central.

O setor hoteleiro de Manaus e da região metropolitana fechou com média mensal de 67% dos leitos ocupados. No período de 1º a 13 de junho, que antecedeu os jogos do Mundial em Manaus, a taxa de ocupação foi considerada baixa, registrando média de apenas 34% dos leitos de hotéis e pousadas ocupados. Já entre os dias 26 e 30 de junho, após o último confronto entre seleções pela Copa em Manaus, a ocupação média registrada é de 22%.

O presidente da Abih-AM, Roberto Bulbol, avaliou que entre os dias 13 a 15 de junho foi o período mais positivo registrado pelo setor de hotelaria do ano em Manaus, decorrente do fluxo massivo de turistas que chegaram a capital. “Foi excelente para o setor hoteleiro de Manaus e para todo o Brasil. Uma oportunidade que tivemos de mostrar o nosso país para os estrangeiros e divulgar o que temos de atrativos turísticos, culinária e a cultura”, destacou.

Americanos, suíços, portugueses, italianos, camaroneses e ingleses foram os principais visitantes. No entanto, Manaus também recebeu turistas do Afeganistão, Síria, Malásia e até da Índia.

Durante o Mundial, alguns turistas estrangeiros reclamaram da falta de vagas em hotéis e da cobrança de tarifas com preços abusivos em estabelecimentos na capital. Alguns tiveram que se hospedar em casas de famílias e outros dormiram na Rodoviária de Manaus. Os representantes do segmento contestam e afirmam que o Amazonas tem uma das menores diárias do país com média de R$ 375.

Antes da Copa do Mundo, a maioria dos hotéis estava com os apartamentos reservados. Porém, conforme se aproximou o início dos jogos muitas reservas foram canceladas por falta de pagamento.

“Tivemos um risco de prejuízos. Quando começamos a vender o primeiro bloqueio, grande parte das reservas era das operadoras da Venezuela e Colômbia. No caso dos venezuelanos, as reservas começaram ser canceladas gradativamente. Os venezuelanos vivem em um país com problemas econômicos e enfrentam restrições impostas pelo governo, que inviabilizaram as negociações. No final os hotéis receberam um fluxo expressivo de turistas que não tinha reserva”, revelou Roberto Bulbol, que pretende finalizar o levantamento do setor no próximo dia 15.

A preocupação agora dos investidores do segmento é atrair visitantes após a Copa do Mundo. Além da Floresta Amazônica, o turismo de negócios é apontado como uma das alternativas. “Não podemos só esperar que os turistas venham, temos que atraí-los com divulgação e procurar alternativas para ocupar essa grande oferta de leitos da cidade. É preciso incentivar congressos, feiras e eventos, além de programação artística para os turistas durante todo o ano e na própria Arena da Amazônia”, concluiu o presidente da Abih-AM.  
Fonte: Portal G1 - 14/07/2014

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